Engenharia Econômica e a Economia Política
Há quem diga que os Engenheiros Economistas são o que são em razão da realidade econômica e social do Brasil. É sério, já vi gente dizendo que é um perfil de profissional tido como "coisa de brasileiro", quase como uma aberração. Pois confesso que antes de optar por essa carreira, naturalmente eu pesquisei bem a respeito. E ao procurar pela realidade desses profissionais aqui no Brasil e no mundo, me deparei com críticas que, a grosso modo, me foi possível perceber entonação um tanto áspera da parte de quem defende o respeito, a ferro e fogo, às complexidades das relações sociais dizendo ser coisa que um engenheiro não daria conta de modelar. Conclusão um tanto vaga, ao meu ver.
![]() |
| Ex-Ministro da Fazenda, Joaquim Levy em março/2015. |
E foi então que percebi o problema da questão "mercado" na entonação dessas críticas. Porque, corajosamente, ao optar pelo bacharelado em Ciências Econômicas (sim, corajoso por ser um segundo bacharelado ao invés da especialização), percebi dentro da academia que é quase impossível a formação não ser endossada por um ou outro viés ideológico aplicado às políticas públicas. Ora, como citado por N. Gregory Mankiw, se juntarmos três ou quatro economistas para propor soluções de crescimento econômico num dado governo, dependendo de suas escolas de formação, dificilmente se chegaria a uma conclusão precisa - haja vista as ideologias de críticas à formação social do capitalismo; os Socialistas "Fabianos" (Social-Democratas) que se familiarizam com o viés liberal, ainda que defendendo o repasse de gastos em impostos à população e considerável atuação do Estado na regulação econômica; os neoliberais; os conservadores políticos; os totalitários, as esquerdas marxistas, as direitas, os "centrões", whatever, tantas e tantas contradições.
O Engenheiro modela projetos de produção (ramo da Microeconomia) visando produção enxuta e apontando os riscos da fatia de mercado que se pretende explorar. O Economista, por meio do conhecimento na Macroeconomia, enxerga os detalhes que podem levar a esses riscos apontados pelo Engenheiro nos médio e longo prazos. Então quando o assunto é empreender novos negócios e se lançar no risco de expansão de capital, o casamento dessas duas formações, Economia e Engenharia, proporciona um maior potencial de projeção para responder a questionamentos de diversos perfis de investidores, seja na esfera pública ou privada.
Eng. Raphael del Rio
FONTES:
ONDE ESTUDAR?
I) EMC/UFG - Escola de Engenharia Elétrica, Mecânica e de Computação: Especialização em Engenharia Econômica e Financeira para Projetos de Investimentos (eEEFPI).
II) DEIN/UERJ - Departamento de Engenharia Industrial: Pós-Graduação (Latu Sensu) Engenharia Econômica (Engecon).
III) FGV/EESP - Mestrado Profissional em Economia com ênfase em Engenharia Financeira.
IV) Escola Politécnica UFRJ - Pós Lato Sensu (MBA) Engenharia Econômica e de Produção.


Comentários
Postar um comentário